Adeus, Cancro

No Sábado (10 de Setembro) de manhã meditei e, como sempre, falei com o cancro. Agradeci-lhe por ele ter aparecido na minha vida e por tudo o que ele me mostrou. E despedi-me dele, “Cancro, se já for altura de te ires embora, vai. Não precisas de te despedir de mim. Podes ir com calma. Se ainda não for a altura certa, fica mais um tempinho até achares que é.”

O que aconteceu a seguir foi a experiência mais estranha e extraordinária da minha vida. No final da meditação, enquanto inalo, peço sentimentos positivos (amor, felicidade, tranquilidade, etc.) e quando expiro afasto os sentimentos negativos (rancor, medo, raiva, etc.). Durante esse processo, comecei a grunhir. Senti algo, como uma força, a querer sair das minhas entranhas. Grunhi e gritei. Senti como se estivesse a expelir algo de dentro de mim, pela boca. Algo denso, sem sabor nem cor. Senti dores no peito e gritei mais, de forma mais profunda. Quando acabei, aninhei-me como um bebé e comecei a chorar. Soube tão bem este momento libertador. Parei de chorar, abri os olhos e senti uma onda de paz a banhar-me o corpo. Soube naquele momento que estava curada. Tinha libertado de vez as toxinas, as emoções reprimidas, os medos, as inseguranças, o sufoco que me apertava. Tudo saiu de dentro de mim e senti-me curada.

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